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sábado, 10 de março de 2012

A mulher de Ló: um exemplo a não seguir


“Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc 17.32).
Mas, pra que? Com tantas pessoas de quem temos que nos lembrar, para que nos lembrarmos da mulher de Ló? Ela viveu há tanto tempo! Não há sequer um retratinho dela, nem o seu nome sabemos!
Essa mulher! Mulher-modelo! Sim, modelo a não ser seguido. Todos nós somos tentados a agir como ela, em sua loucura momentânea e fatal.
Era Ló o seu esposo, e ambos viviam com as duas filhas na cidade de Sodoma. A cidade tinha uma característica: era promíscua. A homossexualidade grassava livre, solta e generalizada por sua população. Ló incomodava-se com isso, mas, como era um estrangeiro, pouco podia fazer. Pelo menos suas filhas estavam encaminhadas. Elas tinham maridos. Diz-nos a bíblia que os clamores sobre essa cidade subiram ao Senhor. Provavelmente os de Ló, homem de oração.
Nenhuma oração que fazemos, quando sincera e cônscia da presença do Senhor, é vã ou sem resposta. À semelhança das ondas de rádio, que se propagam perpetuamente pelo universo, ao ponto de poderem ser ouvidas novamente algum dia (dizem os entendidos), as orações também não se perdem. Em Apocalipse está escrito que elas serão lançadas com incenso sobre a Terra, nos dias de juízo (Ap 8.4). Ló orava e Deus atendeu aos seus clamores.
Dois anjos e o Senhor foram até Abraão notificá-lo da destruição iminente de Sodoma. Enquanto Deus ficara com Abraão, os anjos desceram à cidade. Ali, na praça, encontrados por Ló, foram convidados para hospedarem-se em sua casa (a bíblia recomenda que sejamos hospitaleiros, pois alguns podem estar hospedando anjos, cf Hb 13.2).
Ao entrarem em casa de Ló, os homens da cidade foram à porta exigir que os visitantes fossem postos para fora, para serem abusados sexualmente. Ló implorou-lhes que nada lhes fizessem, pois estavam debaixo de seu teto. A gentalha ralhou com ele, dizendo que um estrangeiro não deveria dar-lhes ordens, e agora iriam abusar dele mesmo. Foi quando os anjos o recolheram para casa, cegaram o populacho e mandaram que Ló e a família saíssem o mais cedo possível, pois haveria uma chuva de fogo e enxofre, destruindo tudo. Mas instou com eles: não olhem para trás.
Ló, a esposa e as duas filhas saíram. Os genros não quiseram, não acreditaram. “Não olhem para trás”, era a ordem. Correram estrada afora. Infelizmente a mulher de Ló, não se sabe porque, se por zelo da casa, misericórdia dos que ficaram, curiosidade ou medo, olhou para trás. Imediatamente foi transformada numa estátua de sal, prefigurando o Mar Morto que se formaria naquela área.
“Lembrai-vos da mulher de Ló”, que olhou para trás. Quantos de nós, depois de sermos resgatados do mundo, somos tentados a voltar à velha vida, aos velhos hábitos, às velhas alegrias! “Não olhem para trás”. Quem lança mão do arado e olha para trás não é digno do Reino (Lc 9.61). Jesus diz que quem olha para trás é como o “sal insípido”, que para nada mais presta, senão para ser lançado fora (Mt 5.13), como o sal que compunha a estátua daquela que fora uma mulher eleita, pois escolhida para sair da destruição em função do esposo justo que tinha. Quem olha para trás é semelhante ao cão que volta ao próprio vômito ou à porca que volta ao seu próprio lamaçal (II Pe 2.22)
Se for o seu caso, ainda há tempo, pois o “fogo e o enxofre” não caíram sobre a Sodoma e Gomorra deste fim dos tempos. Ainda temos um advogado perante o Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados (I Jo 2.2).

“Lembrai-vos da mulher de Ló”.
Eu jamais quero seguir o exemplo dela. E você?

domingo, 4 de março de 2012

Aprendendo o que é o primeiro, o mais alto e o maior
A vida de muitas pessoas é uma confusão. Tudo é aceito sem importar o  valor, e passa a uma massa sem relação e fora de foco. Isto não é   verdadeiro em Cristo. Para ser um cristão a pessoa precisa colocar seus valores em ordem e sua vida em foco. É preciso buscar em primeiro lugar, o reino de Deus e sua justiça (Mateus 6:33), escolher a boa parte, que não será tirada (Lucas 10:41-42) e, esquecendo todas as outras coisas, prosseguir para o alvo "da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Filipenses 3:13-14). Tal concentração do coração e da vida é da própria essência do discipulado.

Mas se há um foco em Cristo essencial para se tornar um cristão, há também um foco em Cristo que é essencial para o desenvolvimento de uma vida espiritual bem equilibrada. Nem tudo no reino de Deus tem igual importância. Algumas verdades assentam no coração do evangelho e são estas verdades fundamentais que impregnam todo o resto do evangelho com significado. Precisamos portanto encontrar o centro de gravidade do evangelho e fazer dele o foco de nossa pregação e nossa fé.
 
Jesus, em sua fulminante repreensão dos escribas e fariseus pela hipocrisia deles, ataca seus valores espirituais como completamente fora de condições. "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir aquelas! Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo!" (Mateus 23:23). Lucas relata: "... ai de vós, fariseus! Porque dais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças e desprezais a justiça e o amor de Deus" (Lucas 11:42).
 
O humor mordaz nas palavras de nosso Senhor não é dirigido ao cuidadoso pagamento do dízimo de ervas miúdas da horta ("Isto devíeis ter feito") mas à grosseira negligência hipócrita deles de coisas imensamente mais importantes. Eles estavam na posição ridícula de um homem que de modo algum comesse uma mosca (imunda), mas desse um jeitinho de comer  camelos (igualmente imundos) sem olhar para trás! Não me diga que o Senhor não tinha senso de humor!
 
O princípio do foco e do equilíbrio está evidente aqui. Algumas coisas na lei de Deus são mais pesadas do que outras. Não mais necessárias, porém mais pesadas. E a razão do seu peso maior é que elas são atitudes do coração que ficam bem no meio de uma vida devota. Elas são os valores que determinam a atitude de um homem para com o próprio Deus. Uma coisa é ser comprometido com certos mandamentos de Deus e outra ser comprometido com o Senhor.
 
Não somente algumas coisas na lei de Deus são mais pesadas do que outras, mas alguns dos mandamentos de Deus são maiores do que outros. Quando a Jesus foi perguntado por um certo escriba qual era o "grande mandamento" da lei ou, como Marcos o diz, "Qual é o principal de todos?", Jesus respondeu que era o mandamento para amar a Deus com todo o coração (Mateus 22:36-37; Marcos 12:28-29). E o que torna esse mandamento maior do que "não roubareis" ou "não cometereis adultério," ou "não arredondareis as extremidades de vosso cabelo"? O fato que esse mandamento está no coração da relação de um homem com Deus e determina sua atitude para com tudo que Deus pediu a ele. Um judeu, muito cônscio de não danificar as extremidades de sua barba (Levítico 19:27), provavelmente trataria com indiferença os mandamentos menos atraentes quando não havia nele amor a Deus. Mas o homem que ama a Deus tratará tudo o que ele tem dito com reverência, até mesmo o menor deles (Mateus 5:19). Amar a Deus com todo o coração não é o único mandamento de Deus, mas é o primeiro e o maior, porque nossa atitude para com Deus determina nossa atitude para com sua palavra, toda ela.

O mesmo pode ser dito do plano da redenção. Há muitas coisas no Novo Testamento ditas serem essenciais à salvação, mas são certamente de modo nenhum iguais em peso. O batismo não é igual em importância à graça de Deus. A fé não é igual em valor à cruz. A igreja local não está nivelada em importância com a intercessão de Cristo por seus santos. E isso é verdadeiro ainda que a salvação fosse anulada pela rejeição de qualquer destas coisas. Paulo não disse, "Longe esteja de mim gloriar-me, salvo na autonomia das igrejas locais" ou batismo, ou fé, ou a Ceia do Senhor, mas "na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo" (Gálatas 6:14). Sua fórmula simples era: "Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor" (1 Coríntios 1:31; 10:17). Em resumo, o que Deus tem feito e está fazendo em Cristo para nos dar a redenção sempre será enormemente mais importante do que poderíamos fazer para aceitar a redenção que Deus livremente dá em sua misericórdia.

O propósito da severa repreensão ao muito arrevesado sistema de valor dos fariseus não foi forçar uma escolha entre "justiça, misericórdia e fé" e "dar o dízimo da hortelã, da erva doce e do cominho". Ele afirma claramente que não era uma questão de "ou isto ou aquilo", mas de "tanto isto quanto aquilo". O que o Senhor queria deles era um reconhecimento de onde o âmago da questão está, para que eles pudessem continuar construindo aquela bela, bem equilibrada integridade espiritual que ele tem desejado para todos os homens.

- por Paul Earnhart

quinta-feira, 1 de março de 2012

Fotos do Retiro HOLY TIME 2012

Então, pessoal, como prometido, aí vão as fotos do Retiro... Nem todas estão aqui, nós selecionamos somente as melhores (e ainda não recuperamos algumas! :( ) mas aproveite e comente aqui mesmo no blog!!






































quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Holy Time

Foi simplesmente maravilhoso o Holy Time 2012! Além das brincadeiras, e da diversão, tivemos um momento singular com Deus. Foi muito bom estar ali orando, louvando, adorando, e buscando o propósito do Pai para as nossas vidas.
Tivemos uma gincana divertidíssima, uma comida deliciosa e festas pra lá de criativas. Agradecemos a todos os que colaboraram para que isso desse certo! 
Aguarde informações sobre o Pós-retiro, uma extensão apenas para retirantes que estiveram no Ht2012. DAQUI A POUCO, selecionaremos fotos novinhas do retiro para postar aqui. Aguarde!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Um cristão que caminha com Deus [atualizado]

Você quer ser um instrumento nas mãos de Deus? Deseja ver o poder de Deus utilizando-o como seu instrumento? Você almeja que suas orações sejam respondidas? Se deseja estas coisas, então, a barreira do pecado que se encontra entre você e Deus precisa ser demolida, e o estilo de vida da santidade e amor a Deus, renovado. Embora todo crente esteja perdoado e colocado eternamente em Cristo, Deus resolve trazer disciplina e permitir ineficácia na vida de seus filhos desobedientes. Para sermos restaurados, uma cirurgia espiritual tem de acontecer.
O avivamento pessoal começa quando o crente encara com honestidade o seu pecado. Embora seja uma atitude dolorosa, somente a sinceridade com Deus e com os outros capacitarão o crente a andar em pureza e poder. Orando com humildade, examine seu próprio coração. Comece agora mesmo a arrepender-se e a voltar-se para Ele. Coloque toda a sua confiança em Deus, pois somente Ele pode torná-lo santo. Pague o preço necessário para estar correto em seu relacionamento com Deus e para ser um meio de vivificação espiritual para outras pessoas. Vejamos as seguintes resoluções:

1. Arrependa-se de todo pecado conhecido (Ap 3.19). 
Pecado tem nome, e deve ser confessado e renunciado todos os dias. Não se trata de carregar todos os dias um peso de culpa nas costas, mas de reconhecer que somos falhos e que dependemos do perdão do Senhor. (Tiago 4.4-10; 2Co 7.10).
2. Abandone todos os hábitos e atividades questionáveis (Rm 14.23b).
Não sabe se certas atitudes são ou não aprovadas por Deus? Outras pessoas questionam sua fé ao ver você praticando certas coisas, ouvindo certas músicas, assistindo a certos filmes, lendo a certos livros...?Abandone todas essas práticas. Só faça aquilo que você tiver certeza que Deus aprova. (1Co 10.31; Rm 13.14; 14.14)
3. Não permita que haja algo de errado entre você e outra pessoa. (Mt 5.23-34).
Isso é quase ignorado nas igrejas de hoje. Não se deixe levar pelo orgulho. “Dar o braço a torcer” não é sinônimo de fraqueza, mas de coragem para admitir que esteja errado e precisa de perdão. Mesmo que o errado da história seja o outro, você deve liberar perdão sobre quem quer que seja. Confissão aos outros deve ser tão pública quanto o nosso pecado e a falta dessa confissão pode travar sua vida espiritual. (Mt 6.14-15; 18.15-35; Rm 12.17-21; Cl 3.12-15).
4. Mantenha contato com o Pai (Sl 119.107b/1 Ts 5.17).
Como é maravilhoso receber uma mensagem da namorada pelo celular, não é mesmo? Ou passar horas conversando com aquele amigo que você gosta muito. A reunião da célula é muito boa: vou ver todos os meus amigos, por o papo em dia... Espera, e Deus? Você não deseja receber uma mensagem dEle, lendo a Bíblia todos os dias? Ou passar tempo conversando com Ele, só vocês dois? Comunhão com Deus é alcançada somente através de meditação na Palavra e oração. (1 Pe 2.2-3; Jo 17.17; 16.23-24; Cl 3.15-16; Mc 11.22-26).
5. Seja uma bênção na vida de outras pessoas (Tg 5.19-20).
Existe uma coisa que é essencial na vida de um cristão vencedor: a sua vida é um reflexo da glória do Pai. Você sempre terá em mente alguém para abençoar, alguém para alcançar para Cristo. Mas para isso, você precisa estar focado no propósito de Deus, e ter consciência de seu chamado aqui na Terra. (João 15.8)

Lembre-se desses passos todos os dias até que sua maneira de pensar se conforme à santidade e sua vida seja vivificada. É útil ter uma espécie de “diário espiritual”, onde você anota tudo o que tem aprendido em solitude com Deus. Se você enfraquecer em sua intensidade e em seu desejo por santidade, não desista, nem retorne a um coração dividio e a uma vida egoísta. Arrependa-se imediatamente quando perceber que você está começando a esfriar e a se desinteressar pela vida com Deus. Não permita que o pecado exerça seu domínio (Rm 6.12, 13).
Procure cristãos maduros para compartilhar suas experiências, lutas, descobertas e vitórias, alguém com quem você possa contar para orar por você e com você, para te orientar e te dar apoio em sua caminhada rumo à santidade. Em vez de procurar aqueles assuntos que não são muito saudáveis ou até mesmo inúteis para a sua fé, procure pessoas para conversar sobre a Bíblia, sobre o que você percebeu na Palavra ou para tirar dúvidas que você tem.
Passe a ver a reunião da célula, cultos, Encontros, retiros e celebrações não somente como um ponto de encontro com os amigos, mas também como oportunidades de crescer na fé e se tornar um cristão maduro. 
Enfim, nunca deixe que nada o desmotive nem o faça desistir. Você foi chamado para ser um discípulo vencedor, um discípulo radical no meio da Terra. Comece já a buscar mais de Deus. O que estamos esperando?