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terça-feira, 22 de novembro de 2011

LER PODE FAZER MUITO MAL

LER PODE FAZER MUITO MAL

*Ribamar (Ericeira) Sousa

Estes dias nas minhas meditações cheguei à seguinte conclusão: ler faz muito mal e deveria ser terminantemente proibido, você não acha? Não há dúvida, ler faz mal, e muito. Veja só: ler acorda os homens para realidades quase impossíveis, tornando-os inconformados com o seu universo vivencial. Há ainda um outro problema não menos sério: ler pode causar loucura de caráter irreversível, pois é capaz de transportar o homem da sua aparente normalidade para espaços de conflito, gerando novas realidades muitas vezes não compreendidas pelo contexto social do leitor. Quem lê também tornar-se possuído por um estranho desejo de transformar o mundo; de mover estruturas envelhecidas; de pintá-lo com novas cores. E só os loucos pensam em reformar o mundo. E isso tem conseqüências. Que o digam Sócrates, Platão, Calvino, Gandhi, Mandela, Chico Mendes, Dorothy Stang, etc.. Estes aprenderam a ler não apenas livros, mas a natureza e alma das pessoas. E você, o que tem lido?

Estou cada vez mais convencido que ler pode fazer muito mal. A criança ou o jovem que habitua-se a ler pode transformar-se gradativamente num adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo ao seu redor. Quem ler pode ser levado a crer que tudo pode ser diferente. Quem ler pode vir a questionar o modelo de educação que lhe é oferecido, a estrutura física da escola, a ausência de investimento, etc. E isso pode lhe causar problemas no próprio contexto escolar. Afinal de contas, quem lê passa a dispor do incontrolável pode da imaginação, conhece a liberdade, cria asas e lança-se a vôos cada vez mais altos. Por tudo isso, transforma-se em um ser estranhamente perigoso para os donos do poder e os para os supostos donos do saber.

É verdade! Podes crer! Ler faz mal mesmo! Pode provocar o inesperado e, aqueles que estão acostumados com a rotina e a mesmice podem ser tomados por uma inexplicável revolta contra quem decidiu ler. Ler pode aplainar caminhos tortuosos, abrir porta de oportunidades para novos caminhos. Ler pode despertar o espírito inventivo guardado dentro de cada pessoa. Ler gera criatividade, estimula os sonhos menos prováveis. Ler pode levar a acreditar que a vida é mais que o visto no cotidiano. Ler abre novos horizontes, impulsiona para novos desafios. Por tudo isso, quem lê expõe-se à ira dos anacrônicos e medíocres, ainda que ricos e titulados.

Ler faz mal e pode ser perigoso, pois estimula a imaginação, libera a fantasia, transporta para os espaços da magia e para a além do que os olhos podem ver. Ler faz acreditar que a vida se estende para além das escórias do egoísmo, da insensibilidade e da insensatez. Ler pode fazer perceber que há sempre algo novo e interessante a descobrir em nós mesmos e no outro. Ler pode varrer o preconceito insano e substituí-lo pela tolerância, pelo respeito e pelo acolhimento.

Portanto, para o bem de todos, que não se estimule a leitura entre crianças e jovens; que os pais deixem definitivamente de ler e de contar histórias para os seus filhos; que os educadores proíbam seus alunos de freqüentar as bibliotecas. Tudo isso pode fazer muito mal. Essa gente pode tornar-se inquieta, inquiridora, inconformada e isso pode causar danos irreparáveis no território dos dominadores. Compreende agora a dimensão do problema?

Ler pode fazer mal. Pode gerar consciência cidadã. Pode formar cidadãos críticos, engajados com os problemas da sua cidade e do mundo. Ler pode, como bem demonstra a “Alegoria da Caverna” de Platão, quebrar as amarras da ignorância e estabelecer um novo paradigma de convivência entre as pessoas, apontando definitivamente para geração de um mundo melhor. Mas pode despertar a ira dos dominadores que insiste em manter os prisioneiros longe da verdade.

Neste sentido, tenho que concordar com os maus políticos: é melhor que todos permaneçam sem ler, e continuem prisioneiros da ignorância. Desse modo, a democracia continuará sendo apenas uma farsa bem montada para a manutenção dos mesmos figurões no poder. Os corruptos continuarão se reelegendo e tudo permanecerá do jeito que está: sem segurança, sem saúde adequada, sem moradia digna para todos, sem infra-estrutura rural e urbana, sem boa alimentação escolar para as nossas crianças, sem ensino de qualidade, sem médico nos hospitais que atendam a contento à população, sem transporte público adequado e sem emprego para a maioria. Tenho que dar a mão à palmatória: os governos estão certos quando anunciam uma revolução na educação apenas na mídia. Fica tudo mais fácil quando não se lê, pois não haverá quem pergunte: que revolução é essa? Que educação é essa, com salas superlotadas, espaços físicos inadequados e pouco atrativos, professores mal remunerados e desmotivados? Sou professor por vocação, estou em sala de aula e posso afirmar: do jeito que está sendo tratada pelo Governo, a educação é uma “via expressa para o caos”. No Maranhão, por exemplo, enquanto o governo anuncia a realização da Via Expressa a um custo de mais de cento e cinco milhões de reais, professores são contratados à revelia por míseros setecentos e trinta e quatro reais, para dar aulas em duas escolas em dois turnos, numa espécie de “operação tapa buracos” da educação, enquanto milhares de professores concursados permanecem sem serem nomeados. Neste sentido, é preciso saber ler também o que está na “mira” da propaganda oficial. Não custa lembrar que, quem não lê, não vê.

Como se pode ver, ler pode ser uma prática subversiva e extremamente perigosa. Ler pode transformar. Basta uma simples leitura para que haja uma reviravolta na vida, nos valores na maneira de enxergar o mundo e de se relacionar com o diferente de nós. Ler, portanto, não deve ser coisa boa mesmo. Afinal de contas, ler é ter poder: poder para ver, dialogar com o mundo, para falar, questionar, protestar, etc. Quem não lê é cego e mudo. Cegos e mudos não protestam. Quem lê não silencia diante da injustiça e da violência. O silêncio é a linguagem da subserviência. Como se pode ver, ler é uma prática subversiva e pode fazer muito mal!

Riba Ericeira Sousa.

Pastor e professor. Formado em filosofia pela UFMA.

sábado, 19 de novembro de 2011

NEM PENSE EM DESISTIR

Nem pense em desistir!

Pr. Ribamar Sousa

Texto: Hb 12.1, 2: “...Olhando firmemente para o autor e consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”.


A persistência supera todas as dificuldades que possam surgir ao longo do caminho. Mesmo quando a estrada à sua frente estiver cheia de gigantescos obstáculos, siga em frente...O valor das suas realizações aumentará ainda mais diante de cada dificuldade que possa lhe surgir. Portanto, para que tais realizações cresçam em valor é necessário que você persevere. Não importa o que vier pela frente; persevere, aconteça o que acontecer. Em cada situação que você persiste, estará – pela graça de Deus – valorizando ainda mais a realização dos seus sonhos. A gratificação, a alegria, a satisfação real na vida acontecem como fruto da persistência nos momentos mais sombrios e nos vales mais escuros. Portanto, aprenda a extrair o melhor desses momentos. Persevere, e você constatará com alegria como é real a fidelidade de Deus, e o quanto é essencial confiar em Deus e jamais desistir.

Paulo afirmar que “a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós, eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas”. Veja que ele a tribulação é “leve e momentânea” comparada com o “peso” da glória que nos aguarda (2 Co 4.17.18). É preciso, portanto, levantar a cabeça a cada nova luta e olhar para Jesus, pois é nele que estão as “coisas que não se vêem”.
A única maneira de perder é desistindo. Quando você desiste deixa de andar por fé. Se você continua firme no seu esforço, poderá vir a experimentar a alegria da vitória, mesmo que lhe custe muito! Não esqueça todos nós enfrentam retrocessos na vida. São, porém os vencedores que enfrentam o maior número deles; isso porque se valem do tempo que for preciso para alcançarem seu objetivo.
Tudo lhe parece estar fechado, em todas as direções? Então essa é a hora de, em espírito de dependência de exercitar a fé no Senhor e estar e aberto às possibilidades por ele posta diante de você. Algumas vezes, quando todas as portas parecem estar fechadas, ele nos mostra uma fonte no deserto e, inesperadamente um novo horizonte se abre. Portanto, nem pense em desistir.
A vitória terá um sabor muito mais delicioso, exatamente em razão da dificuldade para obtê-la. “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda”. SL 121:2-4
Mesmo nos dias mais difíceis existem razões ainda maiores para a presença da esperança do que para a intromissão do desespero. Ainda que inundado de problemas, esse mesmo mundo está carregado de muitas coisas boas. Certamente ocasiões há em que é realmente muito difícil enxergar o lado positivo da vida; contudo isso não anula o fato de que ele está presente. Não importa quão negra seja a escuridão; existe sempre uma maneira de prosseguir em frente, ainda que de forma gradual, mas positiva, confiando no Senhor em todo.
Beethoven, músico e compositor, assim se expressou: "O gênio compõe-se de dois por cento de talento e de noventa e oito por cento de perseverança". Veja quão importante é a perseverança! Santo Agostinho diz que “fé é crer naquilo que não podemos ver; a recompensa dessa fé é ver aquilo em que cremos.

Thomas Edison, inventor da lâmpada, depois de 10.000 tentativas para alcançar sucesso no seu invento, disse: “Muitos dos fracassos desta vida estão concentrados nas pessoas que desistiram por não saberem que estavam muito perto da linha de chegada". Pense nisso!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

OS SARNEY'S E OS INOCENTES

QUAL É O VALOR DO PRODUTO INTERNO BRUTO(RENDA TOTAL) DOS SARNEYS?

A família Sarney transformou o Maranhão no "Império Romano Fora de Época". A grande diferença é o legado histórico que os Romanos deixaram para humanidade.

Como no Estado Romano a organização política passa de geração em geração. A sinecura beneficia a todos do clã Sarney. Aposentados ou na ativa nenhum foi aprovado em concurso público.

Uma pequena pesquisa realizada pelo "Instituto Língua de Trapo" constata que o Produto Interno Bruto ou PIB(Renda Bruta) da família Sarney supera vários municpios.

Só o Sistema Mirante leva quase R$ 2 Milhões em publicidade. Isso não inclui os "laranjas" da comunicação que repassam em espécie ao núcleo central do clã.

A Renda Familiar Sarney(RFS) é muito difícil de ser calculada. A amostragem "pinça" na arvore genealógica Sarney e os irmãos Evandro, Concita, Ronald, Murilo, Ivan, Cristina e Ernane.

Sarney entre aposentadorias e senatória embolsa R$ 54 Mil. Evandro como Conselheiro aposentado do Tribunal de Contas "arrocha" R$ 24 Mil. Ronald também Conselheiro aposentado e recebe mais R$ 24 Mil.

Ivan, Cristina e Ernane são aposentados como funcionários públicos, mas estão na ativa distribuídos entre os Poderes do Estado. Todos faturam na mesma faixa de R$ 24 Mil.
Se o universo de pesquisa incluir os filhos,com toda certeza o PIB dos Sarneys deslancha. Roseana, Fernando e Zequinha somam entre cargos e retiradas de pró-labore quase R$ 1Milhão de Reais.

Incluindo netos, bisnetos, tios e primos a pesquisa calcula a renda mensal bruta dos Sarney em torno de R$ 4 milhões de Reais. Isto sem incluir propinas e verbas provenientes das fraudes, desvios e estelionatos.

EXTRAIDO DO BLOG DO CÉSAR BELLO

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

VALORES E SERVIÇO NO REINO DE DEUS

(Mateus 21.28-32)

Você e eu fomos chamados especificamente por Deus para cumprir pelo menos cinco propósitos: Adorar o Pai em espírito e em verdade, ganhar pessoas para Deus, discipular as pessoas que ganhamos, exercitar a comunhão pelo amor e servir uns aos outros. Neste estudo vamos examinar cada um desses propósitos.

No texto lido (Mateus 21.28-32) verificamos que, na semana da sua morte Jesus age como um Rei, vejamos: entra triunfalmente em Jerusalém (21:1-11); purifica o templo expulsando comerciantes a com veemência (21:12-13); realiza curas no templo (21:14) e extingue uma figueira a infrutífera (21:18-22). Essa atitude do Mestre gera uma severa oposição por parte dos lideres religiosos judeus (21:14-16, 23). Desafiado em sua autoridade, Jesus reage com sabedoria e silêncio (21:23-27). Nesse contexto, Jesus conta três parábolas (21:28-22:14). Há uma dinâmica do Reino que precisamos compreender com bastante clareza se desejarmos servir ao devidamente ao Rei Jesus.

A primeira expressão “Filho, vai trabalhar na minha vinha”, revela-nos o aspecto relacional. Quem é chamado para trabalhar no Reino é tratado como “filho” do Rei. É um enorme privilégio ser elevado à condição de filho. A relação que o Rei deseja ter conosco é a de Filhos.

Outro importante valor presente no texto é a submissão. O chamado para a submissão vem pelo serviço e aparece aí na palavra “vai”. Servir ao Rei exige obediência irrestrita. Aparece também nessa parábola o senso de urgência. Veja que ele diz: “hoje”. Significa que tem que ser urgente, ele não aceita nenhum tipo de adiamento e nenhum tipo de demora. Tem que ser logo!

A missão também é específica “na vinha” e não em outro lugar. Assim como Israel foi a vinha do Senhor (Is 5:1-7, Mt 21:33), a Igreja que representa o Reino de Deus, é a vinha hoje (Ef 2:12-22) É na sua vinha que ele nos acolhe, nos capacita e nos orienta visando o crescimento do seu Reino na Terra. Portanto, a caminhada no Reino implica em filiação, submissão, disposição e senso de urgência e é específica – envolve a pessoa certa (você) , no lugar certo (a vinha) pelos motivos certos (tudo por Ele e para Ele).

REFLEXÃO: O que significa para mim o privilégio de ser filho do Rei? Você tem sido submisso às ordens do Rei? Tem feito sempre o que ele manda? Você compreende o que significa servir na “vinha” (a igreja?)

O REI PEDE RESPOSTAS

Veja que há duas resposta diferentes dos filhos. Um respondeu apenas emotivamente – disse que iria mas não foi. Ele representa todos aqueles que fazem votos de fidelidade com o Senhor mas não estão disposto a obedecer (Ec 5:4-5). Representa os bem intencionados. Eles estão desprovidos de ações concretas e qualquer coisas os tira do compromisso, como ocorre com muitos hoje: dizem que vão fazer, mas não fazem. E o pior: têm sempre uma justificativa para não fazer. O outro filho disse um não logo de cara (v.30), mas reavaliou sua decisão e compreendeu que deveria mudar sua atitude de insubmissão e desobediência ao Rei, arrependeu-se e foi. As lições são claras: boas intenções não contam nada no reino. Atitudes sim. A nossa ligação com o Reino exige filiação e produção. Para Jesus, não basta estar ligado a Ele, é preciso dar fruto, senão ele corta! (João 15). Por isso, não basta crer em Jesus, passar a freqüentar os cultos, as reuniões da célula. É preciso, sobretudo, envolvimento com os “negócios” do Rei de modo efetivo e determinado!

Continuando a confrontar seus opositores (v. 31-32), Jesus vai demonstrar quais são os reais valores do seu Reino. Um valor importante no Reino é o verdadeiro arrependimento (v. 30b-31) – os sacerdotes e anciãos (v. 23), cheios de status religioso, mas vazios de arrependimento não receberiam o aval do Rei. Enquanto “publicanos e meretrizes” genuinamente arrependidos (v. 31), seriam por ELE acolhidos. Não se engane: Deus só valoriza os que se arrependem de verdade no Reino. Outro valor permanente no Reino é a fé justificadora (v. 32). É o “caminho da justiça” , o caminho da salvação apontado por João, que envolvia o arrependimento e a fé em Jesus. Caminho esse rejeitado pelos religiosos e por muitos de nós e abraçado por “publicanos” e “pecadores”. Fica claro assim que, para Jesus o que vale não é o status da religião, nem a fama e o poder do cargo que ocupamos, mas a busca incessante da glória de Deus. E tudo para Ele e somente para Ele!

REFLEXÃO: Que resposta você tem dado ao Rei? Tem sido ágil e dedicado ao seu serviço? Tem feito o que ele mandou fazer? Tem se ocupado com as coisas dele mais do que com as suas?