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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sabedoria Financeira I


Paulo de Tarso

Sabedoria FinanceiraPesquisando no Dicionário Michaelis, encontrei os seguintes significados para a palavra "Sabedoria": (1) Qualidade de sabedor; erudição. (2) Grande soma de conhecimentos. (3) Conhecimentos filosóficos e científicos. (4) Totalidade dos conhecimentos adquiridos. (5) Aplicação inteligente dos conhecimentos. (6) Caráter do que é dito ou pensado sabiamente. (7) Conduta orientada de acordo com o conhecimento daquilo que é verdadeiro e justo. (8) Grande circunspeção e prudência; juízo, bom senso, razão, retidão. (9) Discernimento adquirido pelas experiências de uma longa vida. (10) Conhecimento inspirado das coisas divinas e humanas.

Para Salomão, o rei mais rico e sábio de Israel, nenhum bem material pode se comparar à sabedoria, como ele próprio afirma:
"O homem que encontra a sabedoria e descobre a verdade é um homem feliz! A sabedoria produz muito mais benefícios do que o ouro ou a prata mais finos. Ela vale mais do que pedras preciosas; não existe nada neste mundo que valha tanto quanto ela. Veja o que ela oferece ao homem! Uma vida longa e tranqüila, riquezas e honras" (Provérbios 3.13-16).

Inteligência e Sabedoria Financeira
Para mim, ter inteligência financeira é muito importante; ter sabedoria financeira reveste-se de importância ainda maior.
Trocando em miúdos, eu poderia fazer a seguinte comparação: Ter a capacidade de ganhar muito dinheiro em pouco tempo pode ser um sinal de sua inteligência financeira. Aplicá-lo de maneira que venha beneficiar você, sua família, como também outras pessoas necessitadas, pode ser sinal de sua sabedoria financeira.
Quando alguém faz uso incorreto do dinheiro, seja para consegui-lo (através de roubo ou corrupção, por exemplo) ou aplicá-lo, mesmo que o faça com inteligência, não estará sendo sábio. A sabedoria reclama valores espirituais e por isso é mais elevada.

Dinheiro e Espiritualidade
O tema espiritualidade vem ganhando cada vez mais força dentro do ambiente corporativo. A edição da Revista Você S/A que chega nas bancas esta semana (Abril/2005) aborda o tema.
Isto não é de admirar. Salomão, autor dos livros de Provérbios e Eclesiastes já conhecia profundamente esta relação para todas as áreas da vida. Seu pai, Davi, que também foi rei em Israel tinha um profundo relacionamento com Deus, e por conta disto, ainda quando era jovem pôde vencer o gigante Golias num confronto direto. Davi reconheceu que foi a própria ação de Deus que lhe assegurou a vitória neste embate que envolvia forças aparentemente díspares.
Salomão conhecia o poder do relacionamento com Deus e por isso pediu a Ele sabedoria para liderar o povo de Israel ao que Deus respondeu: "Já que o seu maior desejo é ajudar o seu povo, e você não pediu tesouros, riqueza pessoal, nem honras, nem me pediu a destruição dos seu inimigos, mas pediu sabedoria e conhecimento para dirigir bem o meu povo sobre quem coloquei você como rei – sim, eu vou dar a sabedoria e o conhecimento que você pediu! E também vou dar tantas propriedades, riqueza e honras como nenhum outro rei antes de você já teve! E também não vai haver outro rei tão importante assim depois de você!" (2 Crônicas 1.11-12).
Por isso, sabedoria financeira é algo que extrapola o aspecto meramente material e nos encaminha para a fonte maior da sabedoria: Deus.

Sabedoria para os Tempos Modernos
A Sabedoria Financeira está enraizada em princípios eternos, que chamo de supra culturais, pois extrapolam os aspectos histórico e cultural de quando foram escritos e podem ser aplicados eficazmente em qualquer época.
Por isso, quando Salomão, há cerca de três mil anos atrás, em seus escritos de Provérbios e Eclesiastes, apresenta princípios de sabedoria financeira, você pode ter a convicção de aplicá-los em nossa sociedade moderna, com a certeza de que tais princípios levarão você a ter uma vida financeira cada vez mais bem-sucedida.
"O homem sábio que ouvir com atenção estas palavras se tornará ainda mais sábio; o homem experiente será capaz de entender e resolver problemas complicados. Mas como é que um homem se torna sábio? Em primeiro lugar, respeitando e obedecendo ao Senhor. Somente os tolos se recusam a serem ensinados e desprezam a sabedoria" (Provérbios 1.5-7).

Autor: Paulo de Tarso
Publicado Por Riba Ericeira Sousa




O que é o Encontro?
É um retiro de três dias (saída na sexta à noite e retorno no domingo à tarde para o culto), onde Deus estará falando com você e manifestando sua glória e seu insondável poder na vida de cada um de vocês. Tudo o que foi preparado neste retiro é para abençoar a sua vida!

Durante estes dias, nós que somos membros da Igreja de Cristo estaremos ali com você para orar, servir e ministrar. Deus transformará sua vida durante estes três dias! Não perca essa chance de ser grandemente abençoado por Deus.


O PRÓXIMO ENCONTRO SERÁ DIAS 09 A 11 DE DEZEMBRO

A GOLEADA

A goleada




Numa partida de futebol num interior qualquer do nosso país, o placar de dois a dois colocava os times de Jiquirir e Porteira Velha em condições decidirem nos penalts. Um compadre meu vez dois golaços no tempo normal, batendo penalidades.

Na hora da decisão, um colega da mesma equipe alertou o meu compadre para que chutasse no outro canto da trave, uma vez que já havia convertido dois gols do mesmo lado.

Cala tua boca João, deixa que eu sei o que estou fazendo, não observou que o goleiro é cego do olho direito?

Postado por Nilson Ericeira

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

VALE A PENA FAZER PERGUNTAS?


À primeira vista, falar de filosofia parece uma prática totalmente inútil. Afinal de contas – você perguntaria – porque refletir acerca de elementos abstratos, como amizade, verdade, justiça, liberdade, moralidade, etc.? Vale a pena fazer perguntas sobre questões como essas e tantas outras que envolvem o universo amplo da filosofia? Refletir implica em gastar tempo. E tempo, no universo dominado pela selvageria do capital, é dinheiro. Quem, portanto, se daria ao privilégio tomar tempo para refletir sobre questões tão simples como essas. Viver e praticar não seriam suficientes? E ainda: qual a utilidade de teorias, conceitos e abstrações?

Primeiro, é preciso dizer que o princípio de fazer perguntas sobre o que é o mundo, e sobre o que é cada coisa do mundo, é bem antigo. Os filósofos anteriores a Sócrates já faziam essas perguntas. O próprio Sócrates na sua maiêutica, faz compreender que cada coisa no mundo tem que primeiro ser gestada por meio das idéias para depois serem paridas. A maiêutica socrática consiste de dois aspectos. O primeiro refere-se “as dores de parto” onde, partindo do princípio de que nada sabe, leva o interlocutor a apresentar suas opiniões para, em seguida, fazê-lo perceber sua própria ignorância. Mas isso não é o bastante. Para chegar à verdade é preciso que haja o “parto das idéias” (a maiêutica), momento em que o interlocutor, por meio de sucessivas aproximações chega à verdade. É o resultado da inquietação filosófica. É isso mesmo! A inquietação filosófica gesta e trás à luz as idéias, e estas, põe nosso mundo em movimento. Desse modo, é dever fazer perguntas, até sobre as nossas certezas. Afinal de contas, o conhecimento jamais será algo pronto. E o modo de empreender a análise apropriada dos pensamentos é por meio do diálogo – literalmente através do logos, da palavra em movimento. Logos aí não se refere a um vocábulo estático, permanente, e pronto para uso, como nos fazem crer os gramáticos. É mais que isso. Trata-se da possibilidade quase infinita de dialogar com o mundo. Trata-se de voltar à raiz dos conceitos, ao fundamento de cada coisa, situação ou problema. Trata-se de questionar o próprio mundo e obter respostas que levem a novos questionamentos, num devir incessante. Assim, não obstante seja possível viver sem questionar os reais fundamentos do mundo, dos valores, das crenças e de tudo mais que envolve o nosso dia-a-dia, é preciso dizer que, fazer perguntas, tanto nos transforma como provoca transformação no mundo. Assim como no livro “O pequeno Príncipe” (do autor francês Saint-Exúpery), simples perguntas, podem levar a amplas reflexões sobre o sentido daquilo que já está estabelecido como verdade em nós, e gerar grandes transformações. O problema é que estamos ocupados demais com nosso universo particular. Mas, bastam pequenos momentos de quietude e reflexão para que o novo se apresente e tudo ao nosso redor se transforme. O próprio deserto já não será o mesmo, pois ele esconde uma fonte ainda oculta para a maioria. Ao refletir, aquilo que parecia desinteressante e fútil ganha novo valor, até mesmo um insignificante planeta escondido em algum canto do universo. Crenças e valores ganham novos contornos. A vida, como uma flor cultivada e cativada, ressurgirá de repente como a poesia. Ressurgirá também com poesia, musica e alegria. Então, ver-se-á, sem muito esforço, que a vida tem um requinte de todos esses elementos. Dissociá-los um do outro implica em extinguir não somente a vida, mas a própria razão de viver.

Aprender a refletir, a fazer perguntas sobre o que pensamos ser certo ou errado, bem ou mal, lícito ou ilícito, bom ou mau, verdadeiro ou falso, belo ou feio, etc., é de um valor inestimável. Torna-nos capazes de não crer no imediato; de não aceitar aquilo que nos é dado como pronto, útil e indispensável. Torna-nos capazes de decisões mais sensatas. Gera saudável ponderação diante das questões que nos são postas pelos sistemas do mundo. Conscientiza-nos da necessidade de constante transformação e estar aberto para mudanças sempre surpreendentes. Então, vale a pena fazer perguntas? Vale a pena buscar respostas? Pelas razões exposta aqui e por tantas outras que você mesmo descobrirá, parece que sim. Então, comece já a sua própria jornada.

Riba Ericeira Sousa

Pastor e professor. Fomado em Filsofia pela UFMA

terça-feira, 22 de novembro de 2011

LER PODE FAZER MUITO MAL

LER PODE FAZER MUITO MAL

*Ribamar (Ericeira) Sousa

Estes dias nas minhas meditações cheguei à seguinte conclusão: ler faz muito mal e deveria ser terminantemente proibido, você não acha? Não há dúvida, ler faz mal, e muito. Veja só: ler acorda os homens para realidades quase impossíveis, tornando-os inconformados com o seu universo vivencial. Há ainda um outro problema não menos sério: ler pode causar loucura de caráter irreversível, pois é capaz de transportar o homem da sua aparente normalidade para espaços de conflito, gerando novas realidades muitas vezes não compreendidas pelo contexto social do leitor. Quem lê também tornar-se possuído por um estranho desejo de transformar o mundo; de mover estruturas envelhecidas; de pintá-lo com novas cores. E só os loucos pensam em reformar o mundo. E isso tem conseqüências. Que o digam Sócrates, Platão, Calvino, Gandhi, Mandela, Chico Mendes, Dorothy Stang, etc.. Estes aprenderam a ler não apenas livros, mas a natureza e alma das pessoas. E você, o que tem lido?

Estou cada vez mais convencido que ler pode fazer muito mal. A criança ou o jovem que habitua-se a ler pode transformar-se gradativamente num adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo ao seu redor. Quem ler pode ser levado a crer que tudo pode ser diferente. Quem ler pode vir a questionar o modelo de educação que lhe é oferecido, a estrutura física da escola, a ausência de investimento, etc. E isso pode lhe causar problemas no próprio contexto escolar. Afinal de contas, quem lê passa a dispor do incontrolável pode da imaginação, conhece a liberdade, cria asas e lança-se a vôos cada vez mais altos. Por tudo isso, transforma-se em um ser estranhamente perigoso para os donos do poder e os para os supostos donos do saber.

É verdade! Podes crer! Ler faz mal mesmo! Pode provocar o inesperado e, aqueles que estão acostumados com a rotina e a mesmice podem ser tomados por uma inexplicável revolta contra quem decidiu ler. Ler pode aplainar caminhos tortuosos, abrir porta de oportunidades para novos caminhos. Ler pode despertar o espírito inventivo guardado dentro de cada pessoa. Ler gera criatividade, estimula os sonhos menos prováveis. Ler pode levar a acreditar que a vida é mais que o visto no cotidiano. Ler abre novos horizontes, impulsiona para novos desafios. Por tudo isso, quem lê expõe-se à ira dos anacrônicos e medíocres, ainda que ricos e titulados.

Ler faz mal e pode ser perigoso, pois estimula a imaginação, libera a fantasia, transporta para os espaços da magia e para a além do que os olhos podem ver. Ler faz acreditar que a vida se estende para além das escórias do egoísmo, da insensibilidade e da insensatez. Ler pode fazer perceber que há sempre algo novo e interessante a descobrir em nós mesmos e no outro. Ler pode varrer o preconceito insano e substituí-lo pela tolerância, pelo respeito e pelo acolhimento.

Portanto, para o bem de todos, que não se estimule a leitura entre crianças e jovens; que os pais deixem definitivamente de ler e de contar histórias para os seus filhos; que os educadores proíbam seus alunos de freqüentar as bibliotecas. Tudo isso pode fazer muito mal. Essa gente pode tornar-se inquieta, inquiridora, inconformada e isso pode causar danos irreparáveis no território dos dominadores. Compreende agora a dimensão do problema?

Ler pode fazer mal. Pode gerar consciência cidadã. Pode formar cidadãos críticos, engajados com os problemas da sua cidade e do mundo. Ler pode, como bem demonstra a “Alegoria da Caverna” de Platão, quebrar as amarras da ignorância e estabelecer um novo paradigma de convivência entre as pessoas, apontando definitivamente para geração de um mundo melhor. Mas pode despertar a ira dos dominadores que insiste em manter os prisioneiros longe da verdade.

Neste sentido, tenho que concordar com os maus políticos: é melhor que todos permaneçam sem ler, e continuem prisioneiros da ignorância. Desse modo, a democracia continuará sendo apenas uma farsa bem montada para a manutenção dos mesmos figurões no poder. Os corruptos continuarão se reelegendo e tudo permanecerá do jeito que está: sem segurança, sem saúde adequada, sem moradia digna para todos, sem infra-estrutura rural e urbana, sem boa alimentação escolar para as nossas crianças, sem ensino de qualidade, sem médico nos hospitais que atendam a contento à população, sem transporte público adequado e sem emprego para a maioria. Tenho que dar a mão à palmatória: os governos estão certos quando anunciam uma revolução na educação apenas na mídia. Fica tudo mais fácil quando não se lê, pois não haverá quem pergunte: que revolução é essa? Que educação é essa, com salas superlotadas, espaços físicos inadequados e pouco atrativos, professores mal remunerados e desmotivados? Sou professor por vocação, estou em sala de aula e posso afirmar: do jeito que está sendo tratada pelo Governo, a educação é uma “via expressa para o caos”. No Maranhão, por exemplo, enquanto o governo anuncia a realização da Via Expressa a um custo de mais de cento e cinco milhões de reais, professores são contratados à revelia por míseros setecentos e trinta e quatro reais, para dar aulas em duas escolas em dois turnos, numa espécie de “operação tapa buracos” da educação, enquanto milhares de professores concursados permanecem sem serem nomeados. Neste sentido, é preciso saber ler também o que está na “mira” da propaganda oficial. Não custa lembrar que, quem não lê, não vê.

Como se pode ver, ler pode ser uma prática subversiva e extremamente perigosa. Ler pode transformar. Basta uma simples leitura para que haja uma reviravolta na vida, nos valores na maneira de enxergar o mundo e de se relacionar com o diferente de nós. Ler, portanto, não deve ser coisa boa mesmo. Afinal de contas, ler é ter poder: poder para ver, dialogar com o mundo, para falar, questionar, protestar, etc. Quem não lê é cego e mudo. Cegos e mudos não protestam. Quem lê não silencia diante da injustiça e da violência. O silêncio é a linguagem da subserviência. Como se pode ver, ler é uma prática subversiva e pode fazer muito mal!

Riba Ericeira Sousa.

Pastor e professor. Formado em filosofia pela UFMA.